quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Hentai

Significado japonês

No Oriente, a palavra hentai significa metamorfose, pornografia ou perversão sexual; nunca é usado para referir a atividade sexual "normal", nem qualquer entretenimento de sexo explícito (vale lembrar que as palavras têm impacto diferente, se uma japonesa chama um amigo de hentai, é equivalente a tarado, ou pervertido, sem uma conotação suja e doentia).[1] Os termos 18-kin (18禁, literalmente "18-proibido"), que significa "proibido a menores de 18 anos", e seijin manga (成人漫画, "manga para adultos" ) são usados pelos japoneses nesse sentido.[1] Outro termo utilizado para hentai no oriente é H-mangá (H漫画, pronúncia: /ˈeɪtʃmɑːŋɡə/).

História
Acredita-se que o hentai seja inspirado em formas de arte erótica que já existem no Japão desde o Período Edo, que ocorreu de 1600 a 1867. Naquela época, eram comuns gravuras tradicionais, conhecidas como ukiyo-e, que versavam todos os temas, inclusive o sexo e a nudez. Estas eram conhecidas como shunga, e utilizadas como manual para instruir recém-casados ao sexo, ou como objeto para auxiliar a masturbação. Muitas vezes, coleções de shunga eram dadas como presente de casamento para serem usadas na lua-de-mel.
Com a Restauração Meiji, foi introduzida no Japão a cultura ocidental, que tinha na época grandes barreiras morais à nudez em público. Com isso, o shunga entrou em decadência, mas a pornografia continuou a existir de forma mais escondida.
O surgimento do hentai moderno começou após o fim da Segunda Guerra Mundial, quando permitiu-se novamente a publicação de material pornográfico. Entretanto, até 1991 era proibida no Japão a divulgação de material com pêlos púbicos, obrigando os artistas a não desenhá-los. Mesmo hoje em dia, a ausência de pêlos é uma característica própria do hentai, mas há muitas obras em que os pelos são desenhados pois não são mais proibidos.
Em 1983, a Nintendo lançou os primeiros pornográficos para computador no Japão. Esses jogos empregavam hentai, e não mulheres de verdade, para contornar as limitações gráficas dos computadores da época. O mercado de jogos hentai, a partir daí, alcançou um tamanho razoável em países do extremo oriente e publicou alguns títulos de pouca expressão no ocidente.
No final da década de 1980, o hentai ganhou um novo impulso com a popularização do doujin, ou mangás amadores. Estima-se que metade do mercado seja composto por pornografia, embora seja difícil calcular pois muitos desses trabalhos são divulgados pela internet.

Características e géneros



Mangás de hentai em uma livraria no Japão.
A maioria dos hentais compartilha algumas características em comum. O estilo de desenho pode ter variações como nos mangás não-pornográficos, mas é quase universal que os pêlos pubianos não são desenhados, o que acaba dando uma aparência mais jovem às personagens. Geralmente, dá-se preferência a personagens jovens. Também é comum que se retratem fetiches típicos dos japoneses, como o bukkake (ejaculação no rosto e corpo por vários homens) e mulheres com partes do corpo de animais, geralmente gatos, conhecidas como nekomimi.
Mesmo trabalhos não-pornográficos de anime e mangá retratam situações adultas e nudez leve, mesmo em obras voltadas ao público infantil (como em Sailor Moon). O hentai pode ser dividido em vários gêneros, de acordo com a temática das relações exploradas na obra. Muitos fãs têm o seu gênero favorito, e alguns tipos de hentai podem ser considerados mais pervertidos do que outros.
Tipos que muitas vezes (porém não necessariamente) contêm conteúdo pornográfico:
Bara (Mens' Love ou ML, também chamado gei comi, para homens gays)
Kemono (Animais) (no ocidente também conhecido como Yiff ou furry)
Futanari (Hermafroditas)
Toddlercon (Meninos e meninas - bebês ou crianças muito pequenas)
Loli-con (Meninas - crianças ou adolescentes)
Shota-con (Meninos - crianças ou adolescentes)
Yaoi (Gays)
Yuri (Lésbicas)
Guro (grotesco, pode envolver violência e scat)

A IMAGEM A SEGUIR É APENAS DEMONSTRAÇÃO DO QUE É HENTAI, CASO NÃO QUEIRA VER RECOMENDO NÃO TERMINAR DE LER ESSE POST!!!!

Lista de Episódios de W.I.T.C.H.

Primeira temporada
01x01 - O Começo (It Begins)
01x02 - A continuação(It Resumes)
01x03 - A Chave (The Key)
01x04 - Feliz Aniversário,Will (Happy Birthday,Will)
01x05 - Um Serviço para a Comunidade (A Service to the Community)
01x06 - O Labirinto (The Labirinth)
01x07 - Dividir e Conquistar (Divide and Conquer)
01x08 - Emboscada em Torus Filney(Ambush at Torus Filney)
01x09 - O volta do caçador(Return of the Tracker)
01x10 - Enquadradadas (Framed)
01x11 - A pedra de Threbe(The Stone of Threbe)
01x12 - A princesa revelada(The Princess Revealed)
01x13 - Pare as prensas (Stop the Presses)
01x14 - Noite de Pais (Parents' Night)
01x15 - Lesmas da Lama (The Mudslugs)
01x16 - Exército de Zumbis (Trance Marchers)
01x17 - Fantasmas de Elyon(Ghosts of Elyon)
01x18 - Os Mogriffs (The Mogriffs)
01x19 - As minas submersas(The Underwater Mines)
01x20 - O selo de Phobos(The Seal of Phobos)
01x21 - Fuga de Cavigor(Escape From Cavigor)
01x22 - O Desafio de Caleb (Caleb's Challenge)
01x23 - A batalha nas planícies de Meridian(The Battle of Meridian Plains)
01x24 - O Resgate Rebelde (The Rebel Rescue)
01x25 - O Coração Roubado (The Stolen Heart)
01x26 - A Batalha Final (The Final Battle)

Segunda temporada
02x01 - Anônima (A is for Anonymous)
02x02 - Vingança (B is for Betrayal)
02x03 - Mudanças(C is for Changes)
02x04 - Perigo (D is for Dangerous)
02x05 - Inimigo(E is for Enemy)
02x06 - Fechada(F is for Facades)
02x07 - Lixo(G is for Garbage)
02x08 - Perseguição(H is for Hunted)
02x09 - Ilusão (I is for Illusion)
02x10 - Jóia(J is for Jewel)
02x11 - Conhecimento(K is for Knowledge)
02x12 - Perdedor(L is for Loser)
02x13 - Perdão (M is for Mercy)
02x14 - Narcisista(N is for Narcissist)
02x15 - Obediência (O is for Obedience)
02x16 - Protetoras (P is for Protectors)
02x17 - Pedra(Q is for Quarry)
02x18 - Implacável(R is for Relentless)
02x19 - Próprio(S is for Self)
02x20 - T de Trauma (T is for Trauma)
02x21 - Inseparáveis(U is for Undivided)
02x22 - V de Vitória (V is for Victory)
02x23 - W de W.I.T.C.H. (W is for W.I.T.C.H.')
02x24 - Xanadu(X is for Xanadu)
02x25 - Dar(Y is for Yield)
02x26 - Zenith(Z is for Zenith)

W.I.T.C.H.

Enredo

O grupo W.I.T.C.H. ( Bruxa em Inglês ) é costituído por 5 garotas, todas com poderes mágicos, diferente um do outro. Todas moram na cidade Heartherfield.
Will, Irma, Taranee, Cornélia e Hay Lin estudam no Instituto Sheffield e juntas tentam arranjar tempo para as responsabilidades como filhas, alunas e guardiãs. Cada uma delas foi escolhida pelo Oráculo de Kandrakar para proteger o véu que separa a Terra de Meridian. As cinco usam seus poderes para combater o mau e impedir que os portais se abram no mundo real. Para isso elas receberam poderes:
Will É a dona do Coração de Kandrakar, líder das guardiãs, que tem poderes simples, mas somente ela pode transformar as outras e ela em guardiãs, mas com seus poderes evoluídos seu poder é a força dos quatro elementos juntos, um poder de energia sólida positiva.
Irma Tem poder sobre a água, pode fazer esculturas de água, mas quando ela para, espero que tenham um guarda-chuva! Com seus poderes evoluídos ela pode ter visões olhando para a água.
Taranee Mesmo tendo medo de fogo, é esse seu poder. Apesar de suas fraquezas, é uma guardiã muito forte, nunca desiste e é muito inteligente. Com seus poderes evoluídos pode ler mentes.
Cornélia Tem poder sobre a terra. Controla tudo que tem a ver com natureza, madeira, plantas etc. Com seus poderes evoluídos ela consegue mover objetos com a mente, e fechar cortes e feridas.
Hay Lin (Se pronuncia Hey Lin) controla o ar, faz ventanias, pode transformar a água em gelo e chuva em neve. Com seus poderes evoluídos ela consegue ficar invisível.

Personagens principais

Will Vandom: É a líder da equipe W.I.T.C.H.. Nasceu em 19 de janeiro e o seu signo é Capricórnio. É a protetora do Coração de Kandrakar, um amuleto que guarda os poderes da Água, do Fogo, da Terra e do Ar. Seu poder é a força dos quatro elementos juntos, um poder superior de energia absoluta ou seja eletricidade. Will é uma garota um pouco fechada, sensata, vive preocupada com tudo, mas é uma ótima companheira. Ela adora sapos, tem uma coleção com mais de 50 peças como bichos de pelúcia, cadernos, bolsas, colchas, estojos, tapetes e cortinas.
Irma Lair: É a Guardiã que controla a Água. Nasceu em 13 de Março e o seu signo é Peixes. Tem uma habilidade incrível com líquidos, é muito boa em lançar feitiços e pode controlar a chamada oral da escola para que só caia perguntas das quais ela saiba as respostas e tem o dom da clarividência que lhe permite ver o futuro. Tem um excelente humor, por isso está sempre fazendo gracinhas e piadinhas. Adora ouvir música e odeia praticar desportos. Vive colocando a pouca paciência de Cornélia a prova.
Taranee Cook: É a Guardiã do Fogo e também é capaz de ler pensamentos. Nasceu em 23 de Março e o seu signo é Áries. É uma garota calma e distraída. Gosta de ouvir rock moderno e assistir a desportos, o que mais gosta é basquete. Quando se transforma fica menos tímida e mais ousada, surpreendendo a si mesma. Seu hobbie favorito é a fotografia, adora tirar fotos de tudo e todos.
Cornélia Hale: É a Guardiã do elemento da Terra. Nasceu a 10 de maio e o seu signo é Touro. Pode mover objetos com a mente ou seja telecinese e quando se transforma pode abrir buracos nas paredes. É muito decidida e realista. Tem um jeito mandão, gosta de explicações lógicas e não aceita ordens de outras pessoas. É uma garota esnobe e que gosta de estar sempre bem vestida. É muito fresca e parece uma patricinha, mas é uma boa amiga. Sua grande paixão é a patinação no gelo. Ela é a que mais ajuda o grupo. Cornélia também é a mais velha do grupo das W.I.T.C.H. Na transformação New Power, Cornélia é capaz de abrir e fechar cortes e feridas. Teve um namoro com Caleb até ser rompido por Caleb por ela ter sido apanhada com Peter irmão de Taranee.
Hay Lin: É a Guardiã do elemento do Ar. Nasceu em 4 de Junho e o seu signo é Gêmeos. É sincera e sonhadora. Ela domina as correntes de ar, pode voar e pode ficar invisivel. O mapa dos doze portais, que recebeu de sua avó, fica sempre sob seus cuidados. Fã de ficção científica, gostaria de conhecer um alienígena. Vive escrevendo nas mãos e desenha suas próprias roupas. No passado sua avó também foi uma Guardiã.

Vilões

Príncipe Phobos: Irmão mais velho de Elyon, é um verdadeiro homem do mal. Tenta matar Elyon para que assim fique com o trono de Meridian. Finge ser bom na frente de Elyon mais é um verdadeiro tirano; Depois de ser derrotado e preso consegue escapar uma vez, mas tudo fazia parte do plano de Nerissa para conseguir o coração de Meridian, é preso novamente no mesmo episódio, mas posteriormente as guardiãs o libertam pois só um herdeiro do coração de Meridian poderia toma-lo sem que fosse entregue pelo possuidor(Nerissa).
Lord Cedric: O líder das tropas de Phobos tem uma dupla personalidade. Pode virar humano e também pode virar um lagarto Gigante. Na primeira temporada se disfarça de dono de uma livraria para descobrir quem é a verdadeira herdeira do trono de Meridian para depois poder destruí-la. No final da Primaira Temporada, Lord Cedric é derrotado junto de Phobos e acaba sendo aprisionado numa aparencia de Lagarto pequeno e inofencivo.
Nerissa: Antiga Guardiã do Coração de Kandrakar, ficou cega pelo poder destruindo assim sua amiga Guardiã Cassidy. Foi pega pelo Oráculo que a aprisionou em uma caverna em uma montanha até que os cinco elementos se juntem de novo. Tem o poder da 5ª Essência.
Miranda: Finge ser amiga de Elyon mas é na verdade uma aranha muito malvada. Trabalhava para Phobos mais depois de sua derrota passou sua lealdade a Nerissa.
Monstro de areia: Criado por Nerissa para destruir as Guardiãs. Pode se transformar em paredes.
Os Aniquiladores : Também criados por Nerissa são forjados no fogo por isso não podem ser destruidos por outro elemento a não ser a 5ª Essência que está presente agora em Will.

Mangás mais Vendidos Atualmente

Por franquia
One Piece - 32.343.809 cópias
Naruto - 7.409.068 cópias
Kimi ni Todoke - 6.572.813 cópias
Fairy Tail - 5.739.526 cópias
Bleach - 5.204.193 cópias
Fullmetal Alchemist - 5.165.052 cópias
Gintama - 3.978.439 cópias
Katekyo Hitman Reborn! - 3.479.219 cópias
Nurarihyon no Mago - 3.269.379 cópias
Nodame Cantabile - 3.246.355 cópias

Fonte: Anime News Network

Por volume
One Piece #57 - 2.305.594 cópias
One Piece #56 - 2.276.013 cópias
Fullmetal Alchemist #24 - 1.251.949 cópias
Nodame Cantabile #23 - 1.223.488 cópias
Fullmetal Alchemist #25 - 1.208.345 cópias
Naruto #49 - 1.152.551 cópias
Naruto #50 - 1.119.029 cópias
Naruto #51 - 952.072 cópias
Kimi ni Todoke #10 - 939.831 cópias
Hunter X Hunter #27 - 918.059 cópias

Fonte: Anime News Network

Obras de Osamu Tezuka

Mangás e animes

Essa lista traz apenas as obras de maior destaque do autor. Os anos citados ao lado de cada título referem-se ao período de serialização de cada mangá.
Ma-chan no Nikkichou (O Diário de Ma-chan), 1946. A estréia de Tezuka como desenhista profissional de mangá se deu com essa tira no jornal Shokokumin Shimbun em Osaka. Ele tinha dezessete anos quando começou a publicar as tiras.
Shin Takarajima (Nova Ilha do Tesouro), 1947. Este é o mangá que tornou Tezuka famoso no Japão. É uma história de ação sobre um menino chamado Pete que acha o mapa de um tesouro e parte em busca deste. Baseado no livro de seu amigo do grupo de mangakás de Kansai. Seu estilo ocidental e sua narrativa inovadora atraíram muita atenção e o tornaram um best-seller com 400.000 cópias vendidas abrindo terreno para a mania de mangá e seu estilo moderno.
Jungle Taitei (Kimba, o Leão Branco) 1950—54. Mais conhecido no Ocidente como Kimba, o Leão Branco, este mangá estabeleceu uma das mais icônicas criações de Tezuka. Sua primeira obra seriada de longa duração segue as aventuras de Leo, o leão, e sua tentativa de suceder seu pai, morto por um caçador, como rei da selva. Em 1965, a Mushi Productions fez uma série animada baseada no mangá, a primeira animação colorida da televisão japonesa. Alguns fãs são de opinião que a história foi plagiada pela Walt Disney Company em 1994 como O Rei Leão[8] e que Tezuka nunca recebeu crédito da Disney pela criação, muito menos dinheiro.
Tetsuwan Atom (Astro Boy), 1952—68. A seqüência de Captain Atom faz de Astro Boy o personagem principal. Eventualmente, esta se tornaria a mais famosa criação de Tezuka. Em 1963, Astro Boy estréia como o primeiro programa comercial animado da televisão japonesa. O programa semanal de trinta minutos obteve altos índices de aprovação do público e da crítica, e gerou a primeira mania de anime no Japão. No Brasil somente a versão de 2003 foi exibida. Diversas outras séries de Astro Boy têm sido feitas desde então.
Ribbon no Kishi (A Princesa e o Cavaleiro), 1953—56. Título que relata as desventuras da Princesa Safire, que precisa fingir ser um homem por que o trono da Terra de Prata só pode ser ocupado por homens. O mangá tem forte inspiração nos temas e estilos dos musicais do Teatro de Takarazuka a que Tezuka assistia em sua juventude.[9] O próprio Ribbon no Kichi criou um gênero inédito no mundo, o de quadrinhos que tem como público alvo as meninas (chamado shojo) e estabeleceu muitos dos temas dos shoujos posteriores. Foi transformado em anime em 1967 e exibido no Brasil entre 1973 e 1984, com enorme sucesso.
Hi no Tori (Pássaro de Fogo/Phoenix), 1956—1989. A obra mais profunda e ambiciosa de Tezuka, lidando com a busca do homem por imortalidade, estende-se do passado distante ao futuro longínqüo. Continua inacabada.
Black Jack, 1973—83. A história de Black Jack, um talentoso cirurgião que cobra enormes quantias para realizar cirurgias. Este é o mais longo trabalho de Tezuka. A obra recebeu o Japan Cartoonists' Association Special Award em 1975 e o Koudansha Manga Award em 1977.
Buddha (Buda), 1974—84. A visão de Tezuka da vida de Buda. A série é aclamada como sendo retrato fiel da época de Buda, apesar das liberdades criativas que Tezuka dá a si mesmo.
Adolf ni Tsugu (Os três Adolfs), 1983—85. Um mangá que se passa pouco antes da Segunda Guerra Mundial, centrado em três pessoas com o nome Adolf: um judeu, um alemão, e o próprio Adolf Hitler.
Magma Taishi, 1966–1967. Primeiro Tokusatsu colorido.
Entre outras animações produzidas por Osamu e exibidas com sucesso no Brasil podemos citar: Don Drácula, Visitantes do Espaço (também conhecido como Os Três Espaciais) e Jet Marte - O Menino Biônico (uma variação high-tech do Astro Boy).

Osamu Tezuka: O Pai do Mangá

Biografia

Sua grande produtividade e suas técnicas e gêneros pioneiros transformaram o mundo das histórias em quadrinho no Japão. Ele não é o inventor dos mangás, ele é o autor que os popularizou. O desenho de Tezuka é facilmente identificável: o traço é claro, as imagens, simples, o enquadramento cinematográfico e o humor têm sempre seu lugar. O autor nunca hesita em se colocar em cena, com sua silhueta reconhecível principalmente por sua boina e seus óculos grossos. Ele, no entanto, não se coloca sempre em bons papéis e é expulso de cena às vezes.
Uma indicação de sua produtividade: a sua obra completa publicada no Japão reuniu cerca de 400 volumes, mais de 80.000 páginas (na verdade, sua obra completa chega a mais de 700 mangás com mais de 150.000 páginas).[1][2] A grande maioria dessas obras nunca foi traduzida do original japonês e continua inacessível aos leitores do Ocidente.

Infância
Nascido em Toyonaka, distrito de Osaka, a família mudou-se para Takarazuka quando ele tinha apenas cinco anos.
Seus pais estimulavam muito a criatividade dos filhos (ele tinha um irmão e uma irmã mais novos). Sua mãe levava-os para concertos e para as peças do famoso Teatro de Takarazuka e seu pai tinha um projetor de filmes em que exibia, por exemplo, O Marinheiro Popeye, Betty Boop e Mickey Mouse. Influenciado por animações da Max Fleischer e Walt Disney[3], mais tarde Osamu diria que assistiu à Bambi mais de 80 vezes.[4]
Já nessa época ele fazia histórias em quadrinhos e criava personagens, muitos dos quais baseados em seus amigos e professores, ou, como o Higeoyaji, baseado em um desenho que um amigo fez do próprio pai. Quanto aos amigos, se inicialmente ele tinha problemas com as crianças da mesma idade, pouco depois participava dos clubes de história, geografia e música na escola e chegou mesmo a criar um clube para estudos sobre insetos. Ao andar pelos campos de Takarazuka para recolher e estudar insetos, ele adquiriu o senso de preservação do meio ambiente que apareceria posteriormente.
Quando se iniciou a Segunda Guerra Mundial, Osamu tinha onze anos e acabou trabalhando em uma fábrica nos anos finais desta. A guerra marcaria sua visão de mundo e a paz e o apreço à vida se tornariam valores defendidos por ele em suas obras.

Início da carreira à consagração
Em 1945, então com dezessete anos, Osamu se iniciou como médico na Universidade de Osaka. E nessa época conhece Sakai Shichima que pouco depois, pede para ele desenhar um mangá em formato akabon (livro vermelho do tamanho de um cartão postal) baseado na história escrita por Sakai, Shin Takarajima (Nova Ilha do Tesouro), que acabou vendendo 400.000 cópias e trazendo alguma fama a Tezuka.[5] Mas o início de sua carreira como desenhista de mangá se dá em 1946, um ano antes da publicação de Shin Takarajima, quando ele começa a escrever a yonkoma O Diário de Ma-chan no jornal Shokokumin Shimbun (Jornal das crianças da escola de Mainichi).[3][6]
Tendo realizado ainda alguns trabalhos em Osaka, Tezuka resolveu mudar-se para Tóquio onde achava que seria mais fácil publicar suas próprias obras. Teve suas expectativas frustradas até que um amigo lhe ofereceu uma chance e em 1950 surgia Jungle Taitei (Kimba, o Leão Branco, no Brasil).
A partir do sucesso de Kimba, pôde publicar outros sucessos sem tantas dificuldades e acabou chegando à Tetsuwan Atom (conhecido também por Astro Boy), sua obra mais famosa. O sucesso foi tanto que resolveu realizar um antigo sonho: fazer uma animação nos moldes das animações de Walt Disney. Formou um estúdio próprio em 1961, com o nome de Tezuka Osamu Production, depois chamado Mushi Production, e criou a série de desenho animado de Atom, uma das primeiras animações da televisão japonesa, que daria origem a uma explosão de animações (ou animes). Na vida pessoal, se formou como médico em 1951 e apesar de alguma dúvida manteve seu foco em gibis. Oito anos depois casou-se com Okada Etsuko, com quem teria um filho e duas filhas.
Já firmado e famoso como artista, Tezuka procurou divulgar os quadrinhos japoneses ao redor do mundo e aumentar as relações entre os autores de diversos países, foi assim que conheceu o francês Moebius e se tornou amigo pessoal do cartunista brasileiro Maurício de Sousa[7].
Com dores no abdomên, Tezuka foi internado e acabou morrendo de cancêr de estômago aos sessenta anos, em 1989.

História do Mangá do Brasil

A popularidade do estilo japonês de desenhar é marcante, também pela grande quantidade de japoneses e descendentes residentes no país. Já na década de 1960, alguns autores descendentes de japoneses, como Minami Keizi e Claudio Seto, começaram a utilizar influências gráficas, narrativas ou temáticas de mangá em seus trabalhos na editora EDREL (Editora de Revistas e Livros) fundada por Keizi.
O termo mangá foi uitlizado pela primeira vez em um livro publicado pela EDREL: "A técnica universal das histórias em quadrinhos" de Fernando Ikoma, autor que só teve contatos com os quadrinhos japoneses quando foi trabalhar na editora[10], na época Seto e Keizi foram aconselhados a mudar o traço mangá para estilos ocidentais[11][10].
A EDREL teve muitos problemas com a censura do Regime Militar por conta dos quadrinhos eróticos publicados pela Editora[12], nessa época Seto cria a Maria Erótica[13].
Em Meados da década de 1970, foram publicadas as primeiras histórias em quadrinhos baseadas em uma produção japonesesa, era Speed Racer (Mach Go Go no original), cuja série de anime foi exibida no programa do Capitão Aza[14], foram publicadas pela Editora Abril, as histórias eram oriundas do México (onde o piloto é conhecido como Meteoro)[15].
Em 1978, Claudio Seto convenceu Faruk El Kathib, dono da Grafipar, editora de livros vendidos de porta em porta de Curítiba, Seto se mudará para Curítiba três anos antes, onde trabalhou como ilustrador em um jornal[13], na Grafipar, Seto trouxe de volta a Maria Erótica[13].
Nos anos 80, os tokusatsus (as séries de super-herói em live-action) fizeram bastante suceso no Brasil, em 1982, a Grafipar (pelo selo Bico de Pena) lançou duas revistas em formatinho no estilo mangá, Super-Pinóquio de Claudio Seto (nitidamente baseado em Astro Boy e em Pinóquio de Carlo Collodi)[16] e Robô Gigante (que continua duas histórias: uma sobre um robô gigante por Watson Portela e Ultraboy, uma espécie de Ultraman brasileiro de Franco de Rosa)[17], ambas as revistas tiveram apenas uma edição.
Pela Nova Sampa, o casal Ataide Braz e Neide Harue lançam a série "Dracula A Sombra da Noite", a série era influenciada pelo livro Drácula de Bram Stoker[18].
A Bloch Editores publicou versão não-oficial de Spectreman, desenhada por Eduardo Vetillo, a revista era produzida no estilo dos comics de super-heróis[19].
No final da década de 1980 e início da década de 1990 foram lançadas revistas em quadrinhos licenciadas das séries Jaspion, Maskman, Changeman, Spielvan, inicialmente pela EBAL e depois pela Bloch (que lançou uma fotonovela de Jaspion) e editora Abril que na revista Heróis da TV (que também publicou Black Kamen Rider e Cybercop), única das séries que não pertencia a Toei Company)[20], todas produzidas por artistas brasileiros do Studio Velpa[21].
Tal qual a revista do Spectreman, essas também seguiam o padrão dos comics[22], entretanto, vários dos artistas que participaram dessas publicações publicaram HQs no estilo mangá[23][24].
Ainda nos 80, foram licenciados os primeiros mangás japoneses originais, esses títulos foram publicados em vários formatos diferentes e com as páginas espelhadas (da esquerda para direita)[25].

Alguns clássicos foram publicados nos anos 80 e começo dos anos 90 sem tanto destaque, como Lobo Solitário em 1988 pela Editora Cedibra, primeiro mangá lançado no Brasil,[26] Akira pela Editora Globo, Crying Freeman, pela Nova Sampa, A Lenda de Kamui (Sanpei Shirato) e Mai - Garota Sensitiva pela Editora Abril[27], Cobra pela Dealer[28].
É criada em 3 de fevereiro de 1984 a Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações, no mesmo ano Osamu Tezuka visita o Brasil e é apresentado a uma exposição com artes de vários artistas brasileiros, algum tempo depois Tezuka conhece o brasileiro Mauricio de Sousa com que estabelece uma amizade, ambos planejam um crossover entre seus personagens em longa-metragens de animação, o projeto foi engavetado após a morte de Tezuka em 1989[29].
O grande "boom" de animes e mangás no Brasil veio em 1994, com o sucesso de Os Cavaleiros do Zodíaco de Masami Kurumada exibido pela Rede Manchete, várias revistas informativas como a Revista Herói (publicada em conjunto pela Acme e a Nova Sampa)[30], surgem também as primeiras revista exclusivas sobre animes e mangás como a Japan Fury e Animax[31][32].
Um grande número de fanzines e revistas em quadrinhos baseados em animes e mangás surgem[31], a Magnum (editora que publicava a revista Animax) publica a revista Hypercomix (revista com paródias de franquias japonesas, nos moldes da revista MAD) e Megaman (adaptação do jogo eletrônico homônimo), ambas produzidas por artistas brasileiros (com exceção de Daniel HDR que trabalhava para a Marvel Comics, vários artistas fizeram estréia profissional nessas revistas, como a desenhista Érica Awano)[33].
A Editora Escala também publica uma revista baseada numa franquia de video games, Street Fighter (pertencente a Capcom, mesma proprietária de Megaman), a revista trazia artistas que participaram das revista "O Fantástico Jáspion" e Heróis da TV da Editora Abril (Marcelo Cassaro, Alexandre Nagado, Arthur Garcia, entre outros) e apresentava um estilo híbrido entre os quadrinhos americanos e os mangás[21].
Ainda em 1994, Marcelo Cassaro sai da Editora Escala e vai trabalhar na Editora Trama, lá cria a revista Dragão Brasil[34] e o sistema de RPG, Defensores de Tóquio, o jogo satíriza franquias japonesas de mangás, animes e tokusatus[35].
Pela Trama vários de seus projetos apresentados na revista viraram histórias em quadrinhos, como Holy Avenger[36].
Em 1998, a editora Animangá lança Ranma ½, primeiro título adolescente (shonen) publicado no Brasil, as edições seguiam o padrão usado pela editora Viz (formato americano, lombada com grampos, leitura ocidental)[31] e tinha uma periodicidade irregular, a tradução ficou a cargo de Cristiane Akune da Abrademi[37].
Nesse mesmo ano, a Editora Trama lança uma mini-série Street Fighter Zero com roteiros de Marcelo Cassaro e arte de Érica Awano[38].
Em 1999, Marcelo Cassaro lança pela Trama[21], a revista Holy Avenger, (baseada uma aventura de RPG publicada na revista em 1998) com arte de Érica Awano, tornando o título de "mangá brasileiro" mais longevo até então[36].
O grande marco da publicação de mangás no Brasil aconteceu por volta de dezembro de 2000, com o lançamento dos títulos Samurai X[39], Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco[40] pelas editoras JBC e a Conrad (antiga Editora Acme).
O diferencial desses títulos era dessa vez os mangás eram publicados da direita para a esquerda, lombada quadrada, meio-tankohon (metade das páginas de um volume japonês) e em dois formatos: de bolso (usado pela JBC)[41] e formatinho (adotado pela Conrad).
nessa época, a editora Escala lançou antologias inspiradas nas revistas japonesas e mesclava material de artistas veteranos como Claudio Seto, Mozart Couto e Watson Portela com o de aspirantes a quadrinistas, além de lançar vários manuais de Como Desenhar no Estilo mangá[42].
Fábio Yabu lança revistas em quadrinhos de seus Combo Rangers, uma webcomics que satiriza produções japonesas (sobretudo os super sentais)[25] lançada em 1998[43].
Em 2002, Editora Cristal lança a primeira adaptação em estilo mangá, "O Pequeno Ninja Mangá" (originalmente uma revista infantil do ínicio da década de 1990)[44].

Em 2003, Cassaro publicaria pela Mythos Editora, Dungeon Crawlers com arte de Daniel HDR[45] e uma reedição de Holy Avenger[46].
No mesmo ano, a Via Lettera publicou o álbum "Mangá Tropical, com trabalhos de Marcelo Cassaro e Erica Awano, Fábio Yabu e Daniel HDR, Alexandre Nagado, Arthur Garcia e Silvio Spotti, Elza Keiko e Eduardo Müller, Rodrigo de Góes, Denise Akemi e prefácio de Sônia Luyten[47].
Com o aumento dos títulos originais japoneses, sobretudo com o lançamento do selo Planet Manga[48] da italiana Panini Comics em 2002 (com a publicação de Gundam Wing)[49], que licenciou os sucessos Naruto[50] e Bleach[51], os títulos brasileiros diminuem.

Em 2008, Mauricio de Sousa e a esposa Alice Takeda (que é descendente de japoneses) são escolhidos para criar mascotes para o Centenário da imigração japonesa ao Brasil[52] e anuncia o lançamento de Turma da Mônica Jovem (versão mangá adolescente da Turma da Mônica)[53] faz surgir várias revistas similares, os chamados "Mangás Jovens"[54] são eles Luluzinha Teen (versão adolescente da Turma da Luluzinha)[55] e Didi & Lili - Geração Mangá (baseado na personagem Didi Mocó de Renato Aragão e na filha dele Lívian Aragão, a Lili), em 2009 e 2010 respectivamente[56].

No fim de 2009, começaram a ser lançados mangás didáticos, com a série O Guia Mangá, da editora Novatec, publicados originalmente pela editora Ohmsha como The Manga Guide.[57]
Em 2010, o Studio Seasons publica uma versão encadernada de Zucker pela Newpop Editora, mangá publicando na revista informátiva Neo Tokyo da Editora Escala[58]

Mauricio de Sousa, anuncia seu estúdio estaria realizando um antigo projeto, uma história em quadrinhos com suas personagens e as de Osamu Tezuka.[29]
Em Julho do mesmo ano, a HQM Editora publica os mangás Vitral e O Príncipe do Best Seller do Futago Studio[59].
Em 2011, o jornalista e ilustrador Alexandre Lancaster lança uma editora própria a Lancaster Editorial, a editora lança o Almanaque Ação Magazine, uma nova tentativa de implantar uma antologia de mangá brasileira[60], Alexandre, outrora redator do site Anime Pró e da revista Neo Tokyo[61], já havia lançado o projeto Ação Total no formato webcomics, hospedado no site Anime Pró, porém o projeto foi cancelado[62][63].
Julho do mesmo ano, o roteirista JM Trevisan (que ao lado de Marcelo Cassaro e Rogério Saladino forma o Trio Tormenta) e o desenhista Lobo Borges, lança a webcomic "Ledd", uma nova HQ ambientada no universo ficcional de Tormenta (o mesmo de Holy Avenger e Dungeon Crawlers), o objetivo da dupla é lançar os episódios encadernados pela Jambô Editora[64] (semelhante ao que acontece com Combo Rangers).
Inicialmente criada uma editora de livros de RPG , a Jambô fez sua estreia no mercado de quadrinhos em 2011 publicando a versão encadernada de DBride, também ambientanda em Tormenta e publicada originalmente na revista Dragon Slayer da Editora Escala